Ciência
Investigação experimental sobre a influência do CO₂ na variação de temperatura de uma superfície exposta à radiação infravermelha, com medições em tempo real.
Uma experiência sobre ciência esquecida e sustentabilidade — revisitando o experimento pioneiro de 1856 com materiais de baixo custo, sensor MLX90614 e ESP32.
Este trabalho revisita e adapta ao ambiente escolar o experimento realizado por Eunice Newton Foote em 1856, valorizando sua contribuição pioneira para a compreensão do efeito estufa e da relação entre a composição atmosférica e o aquecimento do planeta.
Investigação experimental sobre a influência do CO₂ na variação de temperatura de uma superfície exposta à radiação infravermelha, com medições em tempo real.
Resgate da trajetória de Eunice Foote, cientista e ativista pelos direitos das mulheres, cujo trabalho permaneceu invisibilizado por mais de um século.
Discussão sobre a intensificação do efeito estufa pelas atividades humanas e a urgência da redução das emissões de gases poluentes, alinhada ao ODS 13.
Uma atmosfera desse gás daria à nossa Terra uma temperatura elevada.Eunice Newton Foote Circumstances affecting the heat of the sun’s rays · 1856
Em 1856, a norte-americana Eunice Newton Foote publicou o artigo Circumstances affecting the heat of the sun’s rays, no qual relatou experimentos com diferentes gases expostos à luz solar. Ela observou que o dióxido de carbono (CO₂) apresentava maior elevação de temperatura e permanecia aquecido por mais tempo que o ar comum — uma das primeiras observações científicas a relacionar esse gás ao aquecimento atmosférico.
Seu estudo foi apresentado na reunião da American Association for the Advancement of Science (AAAS) pelo físico Joseph Henry, em um contexto no qual a participação feminina na ciência era desencorajada. Anos depois, os trabalhos de John Tyndall receberam maior destaque, enquanto o nome de Foote permaneceu apagado por mais de um século.
Resgatar sua trajetória é reconhecer que a ciência é construída por pessoas de diferentes épocas e contextos — e que visibilizar as mulheres na produção do conhecimento é parte essencial do fazer científico.
Baseado no protótipo de Junges et al. (2020), o sistema compara o comportamento térmico do ar atmosférico e do CO₂ dentro de uma célula exposta à radiação infravermelha, com leituras contínuas a cada 0,05 segundo.
Lata de aço de 1 L isolada com papel-bolha e alumínio, com extremidades vedadas por filme termo-retrátil. Sensor MLX90614 posicionado a 10 cm e lâmpada de 250 W a 20 cm.
O gás é gerado externamente pela reação entre bicarbonato de sódio e ácido acético (vinagre a 4 %), conduzido à célula por mangueira e válvula pneumática.
Cada condição é exposta por 90 segundos à radiação, com resfriamento de 6 a 7 minutos entre as etapas. Os dados são exibidos em tempo real na plataforma.
Em dois dos três ensaios, a condição com introdução de CO₂ apresentou temperatura final superior à do ar atmosférico. O primeiro teste, tratado como piloto, apresentou comportamento contrário e foi excluído da comparação principal.
Limitações: a concentração final de CO₂ não pôde ser medida experimentalmente; perdas de gás, trocas de calor com o ambiente e diferenças de vedação podem influenciar principalmente ensaios com pequenas diferenças de temperatura.
A plataforma de monitoramento recebe a temperatura do sensor MLX90614 via WebSocket, exibe as curvas das duas cápsulas durante a apresentação e permite reproduzir o ensaio completo.
Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia da Bahia — Campus Irecê